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SET


Os principais desafios da fonte solar fotovoltaica no mercado elétrico brasileiro

O ministério de Minas e Energia tem demonstrado empenho em ampliar a matriz de energia renovável sob a tutela do ministro Reive Barros dos Santos. O ministério apresentou uma agenda para o setor elétrico- chamada “Panorama Brasil”. Assim, o objetivo seria alterar a atual matriz energética que conta com 165,98 mil MW de capacidade instalada, 84,1 milhão de unidades consumidoras, 147,8 mil KM de linhas de transmissão e 561,1 mil GWh de produção de energia elétrica.

Da perspectiva de planejamento e monitoramento do setor energético brasileiro se pode pensar em três dimensões, a visão estratégica, de longo prazo, que abarca um horizonte de 30 anos, a visão de programação, que abarca estudos de curto e médio prazo em um horizonte de 10 anos, e o monitoramento, que abarca um horizonte de 1 a 3 anos. A partir da dinâmica da esfera federal, imperam sobre estas dimensões, respectivamente, o Plano Nacional de Energia (PNE), para o longo prazo, o Plano Decenal de Energia (PDE), para médio prazo, e os Leilões, para o curto prazo, do qual se destacam os de energia elétrica ( A-1, A-2, A-3, A-4, A-5, A-6 e A-7), os de transmissão, os de Petróleo e Gás e os de Biodiesel.

A partir desses programas é previsto um aumento de 2,3% na energia total e 3,6% na energia elétrica, sendo as fontes renováveis responsáveis por um acréscimo de, respectivamente, de 43,2% para 47,5% e de 80,4% para 86,5% das matrizes. No sentido contrário, é esperado uma redução de fontes fósseis de 55,4% para 50,6%, da energia total e de 17,1% para 10,6% da energia elétrica. Dessas estatísticas se deve destacar a expansão de 1,1% da participação sobre o total da capacidade instalada da energia solar centralizada para 4,1%, e de 8,1% do Gás Natural para 11% (da mesma participação), as duas no universo temporal entre 2019 e 2027. No bruto essa expansão deve se caracterizar em R$544 bilhões de investimento, divididos entre geração centralizada (R$226bn), geração distribuída (R$60bn), transmissão (R$108bn) e distribuição (150bn).

Ainda cabe destacar as agendas de Alternativas para Expansão da Geração, de Geração Distribuída e de Mercado Elétrico. No bojo da primeira diretriz se destacada a Operação Integrada Solar/Hidro do Rio São Francisco, de uma Usina Flutuante Fotovoltaica no Lago da UHE Sobradinho, com capacidade instalada de 2,5 MWp. Na perspectiva das outras duas agendas, é notório destacar o investimento por parte do ministério de R$60 bilhões até 2027 em geração distribuída, com a energia fotovoltaica sendo a principal beneficiada, e, a variabilidade das fontes ACR e ACL do mercado elétrico.

Por fim, é notório perceber a completude do projeto apresentado pelo ministério que busca renovar as fontes tradicionais de energia brasileira. A dependência do petróleo e diesel deve ser reduzida drasticamente, assim como fonte hidrelétrica perdera espaço como a fonte renovável principal. É importante compreender tais fenômenos no cenário político do governo atual, que prevê privatizações e expansão do mercado aberto de energia para além do espectro puro dos indivíduos jurídicos.





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