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Entidades destacam potencial da energia solar na recuperação econômica do País após pandemia

Em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, representantes do setor fotovoltaico apontam os potenciais da fonte no Brasil

Por Ricardo Casarin

Entidades do setor de energia destacaram o potencial da fonte solar para contribuir com a recuperação econômica do País em um cenário pós-pandemia de COVID-19, durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O estado é considerado uma referência em políticas de incentivo a geração fotovoltaica e é líder em número de instalações de geração distribuída no Brasil.

“A fonte pode ser uma catapulta de investimentos e empregos, abrindo oportunidades e fortalecendo a arrecadação após a pandemia”, declarou o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia. “Acreditamos que a energia solar pode ser aproveitada nesse momento de recuperação e estamos em contato direto com a equipe econômica do Governo Federal para que a fonte seja incluída em futuros planos de estímulo.”

Ele citou como exemplo o Plano Safra 2020-2021, divulgado recentemente pelo Ministério da Agricultura. “Houve um aumento de 33% aos recursos destinados ao Inovagro [Programa de incentivo à inovação e tecnologia na produção agropecuária], onde é disponibilizado o financiamento para equipamentos fotovoltaicos. Também houve aumento de recursos no PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que permite o acesso à energia solar para pequenas propriedades rurais. Esperamos que outras áreas da economia sigam essa tendência de usar a fonte como ferramenta para aquecer a atividade.”

O dirigente destacou também a importância da manutenção dos leilões de energia em 2020. “É compreensível adiar os certames diante do atual cenário, mas achamos fundamental uma sinalização ainda esse ano, de modo que os investidores saibam que o Brasil é um destino seguro nesse momento de incerteza global.”

O presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuida (ABGD), Carlos Evangelista, avaliou que, apesar dos impactos da pandemia no setor, o cenário de longo prazo deve estimular a demanda por fontes renováveis. “A curva de crescimento continua exponencial, acreditamos que o mercado vai a continuar evoluindo em 2020. Há uma demanda grande das empresas por energia limpa.”

Ele apresentou dados de uma pesquisa com empresas de geração distribuída do País, que mostra que 73,4% delas tiveram faturamento reduzido durante a pandemia. “Apesar disso, a maioria das empresas não tomou nenhuma medida para reduzir custos com a mão-de-obra, que representa a maior parcela dos custos desse segmento.” A ABGD projeta uma recuperação no segundo semestre. “A tendência é uma forte retomada do mercado ao final do isolamento social, a ponto de fechar o ano nos mesmos indíces de 2019”, assinalou Evangelista.

O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, explanou os possíveis impactos economicos que a fonte solar pode trazer para o estado. “Temos R$ 21 bilhões em investimentos anunciados em projetos de energia solar em Minas Gerais. Isso traz um potencial de aumentar em R$ 3,1 bilhões o faturamento do setor de energia elétrica e de R$ 14 bilhões na soma dos setores econômicos, além de gerar 134,7 mil empregos até 2023.”

“Esses investimentos são anticíclicos e vão combater os efeitos econômicos da pandemia, dando condições ao estado de ter uma matriz mais sustentável e de desenvolver a região norte, uma área de Minas Gerais que é carente de investimentos”, acrescentou Roscoe.





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